Um hatch premium, com um
grau a mais de sofisticação para a categoria. É o que a Citroën buscou para o
lançamento de seu Novo C3. O maior exemplo disso talvez seja o para-brisa
Zenith, com 1350 mm de comprimento, proporcionando um aumento impressionante de
80% no campo de visão. Os detalhes cromados do acabamento também contribuem
para a beleza do conjunto.
Mas as boas novas não se
restringem ao visual do carro. Nos ensaios de impacto realizados pelo CESVI, o
Novo C3 mostrou que também é bom de batida. Obteve a classificação 13 no
ranking CAR Group (que vai de 10 a 60, sendo 10 a melhor nota), superando o
ótimo desempenho do Volkswagen Fox e se tornando o campeão da categoria hatch
compacto.
A seguir, você vai conhecer
os detalhes do comportamento do Novo C3 nos estudos de reparabilidade do CESVI
BRASIL.
Impacto dianteiro
Entre os carros que fazem
parte da categoria hatch compacto, o Novo C3 foi o que apresentou o menor custo
total de reparação dianteira, o que justifica sua estreia já na primeira
posição do ranking CAR Group.
Um dos fatores que
contribuíram para isso, além dos preços competitivos das peças, foi a presença
de uma travessa com crash-box, tanto na dianteira quanto na traseira do
veículo.
Além dessa travessa, um
absorvedor de impacto também contribuiu para uma quantidade menor de peças danificadas
na colisão.
O crash-box e o absorvedor
cumpriram com suas funções em absorver parte da energia do impacto, pois a
única peça estrutural atingida foi a extremidade da longarina – e que pôde ser
reparada.
Para a dianteira, foi necessário
realizar um rápido processo de estiramento (justamente para o reparo da
extremidade da longarina), mas é importante ressaltar que alguns componentes
mecânicos, como o radiador e o eletroventilador, não foram atingidos. O
condensador do ar-condicionado apresentou um pequeno dano na região do impacto,
mas também pôde ser reparado, não precisou de substituição.
Um destaque no estudo do
CESVI foi o fato do capô do Novo C3 não ter sido atingido no impacto – algo que
ocorreu com seus concorrentes.
Impacto traseiro
O baixo custo total da
reparação traseira foi importante para que o veículo chegasse à primeira
posição da categoria.
Embora a travessa com
crash-box não tenha eliminado a necessidade de um estiramento da parte traseira
do veículo, devido ao assoalho do banco traseiro ter sido atingido no impacto,
o resultado da absorção da energia foi ainda melhor que o obtido na parte dianteira.
Apenas quatro peças foram
atingidas no impacto traseiro, sendo que só uma delas teve de ser substituída:
a travessa com crash-box, projetada exatamente para receber deformações em
impactos de baixa velocidade.
Além da longarina da lateral
direita não ter sido atingida, foi possível efetuar o reparo do para-choque, do
escapamento e do assoalho traseiro.
A pequena quantidade de
peças danificadas fez com que o custo de materiais e insumos de pintura fosse
baixo, contribuindo para a excelente classificação no ranking CAR Group.

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